Filosofia

Lembro do que me dizia uma colega de trabalho acerca das próprias experiências na vida: “o que começa errado vai sempre terminar errado” e, de súbito, essa filosofia vulgar me leva a enxergar tudo o que me aconteceu até hoje sob o parâmetro desses “começos deficientes”, como se eles, sozinhos, explicassem toda uma sucessão de erros mal encadeados e justificassem finais tão difíceis. 

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Me liga?

Ruim quando não conversamos e você não me descreve pormenorizadamente seu dia ou o que quer que esteja fazendo porque é dessa forma, e só dessa forma, que chego a crer que tem algum valor tudo o que sinto e que vale a pena continuar tentando chegar a algum lugar. Essa vida sem metas, aliás, repleta de “andar por andar” e “tentar por tentar” é cheia de liberdades vazias; a noção de que se pode fazer absolutamente nada e o desejo de não chegar a lugar algum obrigam uma administração prudente da própria vontade de viver.

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Reinventar o passado para que nele só caibam nossas melhores memórias (aquelas alteradas em nosso favor) é dicotômico: serve de consolo porque viabiliza uma existência sintética na qual conseguimos conviver com nossos piores erros mas, ao mesmo tempo, enseja uma hipocrisia tamanha que inviabiliza qualquer aprendizagem em relação às nossas falhas.

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O incômodo que surge pelo fato de você continuar vivo não necessariamente implica num desejo que você morra. É mais um receio de que um dia você reapareça. 

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Falar de si era um desafio porque ela pouco se conhecia: era dura, crua, introspectiva e um pouco triste, também. Qualquer pergunta sobre sua personalidade logo desencadeava horas do mais rico trabalho imaginativo mas não porque ela tivesse algo a dizer a respeito e sim porque os aspectos de si mesma rendiam-lhe momentos infinitos de descoberta.

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Ele hoje chorava porque metade de si mesmo não lembrava de tudo e a outra metade – embora astuta, relutante – fazia questão de não se lembrar de nada.

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Te olho no espelho de cima a baixo e te pergunto o que você quer fazer da sua vida. Você desvia o olhar e, silente, guardo em mim as piores conclusões possíveis sobre suas chances futuras.

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